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  1. Desacordos mais-que-profundos: e se o animot discordasse?Cello Pfeil - 2025 - Ensaios Filosóficos 31 (1):158-166.
    E se o animot discordasse? Com esse pequeno questionamento, pretendo entrelaçar algumas bibliografias que prenderam meu interesse: a noção de certeza em Wittgenstein; o “animal” em Derrida; os desacordos profundos em Fogelin; o romance Adeus a Alexandria, de Myriam Campello. Silvia, a narradora do romance, parece estar em busca de algo que constantemente lhe escapa – seja um amor correspondido, uma inspiração para escrever como ghost-writer, uma garantia de estabilidade financeira. Minha identificação com Silvia deriva de algumas de suas afirmações, (...)
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    A cistematicidade dos desacordos profundos.Cello Pfeil - 2026 - Vii Seminário Internacional Desfazendo o Gênero (1):1-7.
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  3. Tranarchy: On Changing the Names of All Things.Cello Pfeil - 2025 - Coils of the Serpent 15 (2):111-132.
    In his documentary Orlando, My Political Biography (2024), Paul B. Preciado invites us to reflect on the possibility of changing the names of all things, stating that, in Virginia Woolf’s novel Orlando: A Biography (1928), four metamorphoses can be identified. Here, I am interested in the first. In Preciado’s words, “the first revolutionary metamorphosis is poetry”, which he defines as “the possibility of changing the names of all things”. Inspired by this passage, I aim to elaborate that changing the names (...)
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  4. Por gramáticas monstruosas: desacordos mais-que-profundos e formas-de-vida.Cello Pfeil - 2025 - Itaca 1 (44):240-266.
    Proponho uma interlocução entre as filosofias de Derrida e Wittgenstein a partir do conceito de desacordos profundos (Fogelin, 1985). Estudo desacordos que exprimem a dicotomia humanidade/monstruosidade, observando que a epistemologia dos desacordos, até o momento, se concentrou em localizá-los e separá-los (Lavorerio, 2021), e que esse movimento se alinha aos esforços de secar o conhecimento (Haddock-Lobo, 2007). Ao contrário do animal, privado da palavra, as monstruosidades se encontram às margens da linguagem humana, estando sujeitas a injustiças epistêmicas (Fricker, 2007) e (...)
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    El silencio como máquina de guerra.Cello Pfeil - 2026 - Colapso y Desvio.
    Escribimos sobre algo que no se puede decir ni escuchar. Al intentar escucharlo, se inventa lo que se podría oír. Sobre el silencio, es habitual hacer referencia a la composición 4’33’’ del teórico musical estadounidense John Cage, de 1952. En un auditorio, un pianista se coloca frente al teclado, extiende las manos sobre las teclas y espera cuatro minutos y treinta y tres segundos. En el caso de las personas oyentes, se escucha lo que no se puede evitar. John Cage (...)
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  6. o monstrolinguismo da boca.Cello Pfeil & Bruno Latini Pfeil - 2025 - Rede Brasileira de Filósofes Trans.
    “Alguém já disse que casamento é uma vidraça pedindo tijolo”, declara Julia Serrano, personagem do romance Como Esquecer – anotações quase inglesas, da escritora brasileira Myriam Campello. Em meio ao luto que sucede sua separação, Julia se defronta com os anos de matrimônio, a relação conjugal, os contratos de aluguel e as contas pagas – o retrato de um passado que persiste como um espectro. Nada disso foi suficiente para comportar a materialidade do outro, sua organicidade – vivemos sempre à (...)
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    E se o monstro respondesse? Derrida, Wittgenstein e Desacordos Profundos.Cello Pfeil - 2025 - Alter: revue de phénoménologie 19 (1):69-74.
    Há 40 anos, Robert Fogelin inaugurou o conceito de “desacordos profundos”, com inspiração na filosofia da linguagem de Wittgenstein. Dentre as interpretações existentes, seriam considerados profundos os desacordos travados por choques entre formas de vida. As tentativas de compreender desacordos profundos – persistentes, de difícil resolução – incitaram bastante discordância. Fogelin fez uma abertura: desde sua publicação, inúmeras autorias se engajaram em um esforço para definir desacordos profundos e delinear alguns conceitos importantes em seu entorno, quais sejam, racionalidade, argumentação, certeza, (...)
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  8. Uma despedida para Kyfka: sobre monstros e liberdade.Cello Pfeil & Bruno Latini Pfeil - 2025 - Coluna Anpof.
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  9. Eu sou o monstro que vos escuta.Cello Pfeil, Bruno Latini Pfeil & Nicolas Pustilnick - 2023 - Ayvu 10 (1):1-19.
    Ao enunciar “eu sou o monstro que vos fala”, Preciado colocou a psicanálise contra a parede, desafiando suas premissas e a naturalização de certas categorias. Preciado se colocou como o corpo analisado, diagnosticado e patologizado pela psicanálise e pelos saberes psi como um todo, e enfrentou o tradicionalismo psicanalítico, os discursos médicos e psiquiátricos que sustentam a ciência moderna. A partir disso, podemos compreender o lugar que o sujeito trans e gênero dissidente ocupa para os saberes psi, mas qual o (...)
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  10. Sobre a normatização do corpo moderno: uma breve análise da patologização da transexualidade e de inscrições corporais.Cello Pfeil & Bruno Latini Pfeil - 2023 - Revista de Estudos Anarquistas e Decoloniais 3 (4):124-147.
    Almejamos, no presente artigo, compreender como ocorre a inferiorização de certas inscrições corporais, em detrimento da naturalização de outras, e em relação a marcadores de gênero, raça e normatividade. Partimos da hipótese de que o saber moderno institucionalizado produz patologização e criminalização de certas inscrições corporais, e tomamos como ferramenta de análise as modificações corporais realizadas por pessoas trans. Argumentamos que, ao afrontarmos a corponormatividade, ao demonstrarmos autonomia corporal em relação a nossos desejos e identidades, a retroativa institucional é violenta. (...)
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  11. Uma análise histórica anarquista das inscrições corporais na sociedade ocidental moderna.Cello Pfeil & Bruno Latini Pfeil - 2024 - Revista História Em Reflexão 18 (35):62-84.
    Neste artigo, temos como objetivo analisar os processos de estigmatização e patologização aos quais determinados grupos de inscrições corporais foram submetidos ao longo da história da sociedade ocidental moderna. Compreende-se como inscrições corporais todas e quaisquer modificações realizadas sobre a superfície corporal. Enquanto algumas inscrições são exaltadas e enaltecidas, outras são estigmatizadas e alvo de discriminação social. Temos como lente teórica a filosofia anarquista, no intuito de reivindicar a autodeterminação e a autonomia de sujeitos cujas inscrições são marginalizadas, desde aquelas (...)
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  12. Por um manejo trans-anarquista da linguagem.Cello Pfeil - 2024 - Faces de Clio 11 (20):48-67.
    Através de uma breve historicização dos anarcofeminismo e do anarquismo queer, neste artigo escrevo sobre “trans-anarquismo”, sobre os atravessamentos entre princípios anarquistas e movimentos por emancipação das vidas trans. O trans-anarquismo, em crítica tanto ao anarquismo cisnormativo como ao assimilacionismo de movimentos trans/queer, se opõe ao autoritarismo científico e governamental. Para compreender esse posicionamento, tomo como objeto de análise a nomeação da cisgeneridade e sua reação de negação diante das investidas libertárias de desnaturalização e constrangimento da norma. Assim, argumento que (...)
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  13. O pacto cisgênero da recusa: da negação de si à nomeação do Outro.Bruno Pfeil & Cello Pfeil - 2024 - Seminário Internacional Fazendo Gênero 13 1 (13):1-10.
    A emergência do transfeminismo no Brasil é responsável grandemente pela introdução e divulgação do conceito de cisgeneridade em movimentos sociais, espaços artísticos e acadêmicos. Observamos, contudo, que as reações ao conceito comumente tomam a forma de negação, rejeição do termo, e percebemos que tal negação constitui-se como característica de um pacto narcísico. Almejamos, nesta comunicação, elaborar sobre a noção de pacto narcísico da cisgeneridade. Ao compreendermos, com Cida Bento, que a branquitude opera por meio de um pacto narcísico, protegendo-se institucionalmente (...)
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  14. Por psicanálises libertárias: sobre contra-nomeação e hibridez.Cello Pfeil - 2024 - Dissertation, Faculdade Unida de São Paulo
    A possibilidade de transicionar, de mutação e transformação, se defronta com a possibilidade de transitar entre fronteiras, territórios, limiares. No campo das psicopatologias, a elaboração do diagnóstico de ‘transexualidade’ explicita fronteiras institucionais, componentes do que Foucault compreende como um regime de verdade moderno – no caso, aquele em que uma verdade sobre os sexos, assim como sobre a legitimidade dos estados, seria inquestionável. Em crítica a esse regime, argumento que o constrangimento das normatividades modernas, tanto sobre sexo/gênero como sobre relações (...)
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  15. Seria eu um Homem?: investigações decoloniais sobre os percalços das transmaculinidades nos feminismos.Bruno Pfeil & Cello Pfeil - 2024 - Anômalas 4 (1):120-141.
    Quando pessoas transmasculinas se autodeterminam e nomeiam as violências que sofrem, percebe-se uma reatividade de movimentos cisfeministas e transfeministas, repreendendo nossas narrativas e atribuindo às transmasculinidades o caráter opressivo da masculinidade hegemônica colonial. Seja na nomeação das transmasculinidades enquanto categorias identitárias, seja na nomeação das violências que sofrem, evidencia-se o seguinte movimento: a legitimação das transmasculinidades enquanto identidades e vítimas do sistema colonial de gênero é acusada de anular a legitimação das violências que os feminismos protagonizados por pessoas cis e (...)
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  16. Uma Abordagem Decolonial Sobre a Prática De Inscrições Corporais Na Modernidade/Colonialidade.Bruno Pfeil & Cello Pfeil - 2022 - Revista de Estudos Anarquistas e Decoloniais 2 (2):57-93.
    Este artigo almeja analisar como a concepção moderna sobre as práticas de modificação e inscrição corporais se relacionam com as colonialidades do ser, do saber e do poder. Argumentamos que a patologização e a criminalização de inscrições corporais é um componente fundamental da noção moderna de um corpo ideal, como também das normatizações que permeiam as colonialidades atualmente. O argumento central do artigo é que a patologização, a criminalização e o controle institucional das práticas de modificações e inscrições corporais são (...)
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