O Nada: Considerações filosóficas sobre um tema-limite

Abstract

Este artigo examina criticamente o conceito de “Nada absoluto” a partir de uma perspectiva lógico-metafísica rigorosa. Defende-se que o Nada, enquanto negação do Ser, não pode subsistir como conceito primário, autônomo ou positivamente articulável sem incorrer em contradição performativa. Com base na tese de que o Ser é condição metafísico-ontológica necessária de toda proposição (S(Ⓣ(φ))), demonstra-se que toda tentativa de enunciar o Nada absoluto o converte, inevitavelmente, em positividade linguística ou conceitual, traindo sua própria definição. O texto examina criticamente autores como Heidegger, Hegel, Sartre, Graham Priest e Alain Badiou, mostrando que qualquer esforço para positivar o Nada absoluto, seja ontologicamente, logicamente ou fenomenologicamente, colapsa ao depender do próprio Ser para sua formulação. Conclui- se que o Nada absoluto não é ontologicamente pensável, logicamente consistente, nem linguisticamente referenciável, sendo apenas um limite negativo que demarca a impossibilidade do pensamento fora do Ser.

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André Henrique Rodrigues
Sociedade Brasileira de Filosofia Analítica

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2025-05-26

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